Uma trajetória construída na prática

Sou Eduardo Boeing, engenheiro civil em Penha SC, e estou próximo de completar 20 anos de atuação profissional.

Minha trajetória na engenharia começou ainda durante a faculdade. Iniciei o curso de Engenharia Civil na UDESC, em Joinville, e concluí minha formação na FURB, em Blumenau, em dezembro de 2006. Poucos meses depois, em 2007, já estava com o registro profissional e desenvolvendo meus primeiros projetos.

Desde então, nunca deixei de atuar na engenharia.

Minha carreira começou em Brusque, onde passei os primeiros anos da profissão e tive a oportunidade de trabalhar em diferentes áreas. Logo no início, atuei em um escritório ligado ao paisagismo, desenvolvendo projetos de jardins e aprendendo a trabalhar com representação tridimensional. Naquele período, também comecei a prestar serviços para outros profissionais e a construir minha própria carteira de clientes.

Foi também em 2007 que, ao lado de um colega de faculdade, iniciei uma experiência que marcou bastante minha formação profissional: a atuação com topografia e levantamento de terrenos.

Eduardo Boeing - Engenheiro Civil em Penha SC - medindo terreno com estação total

Com a Mettron Engenharia, passei a trabalhar não apenas com levantamentos topográficos, mas também com o tratamento e a interpretação dessas informações. Fazíamos levantamentos planialtimétricos, projetos de terraplenagem, estudos de corte e aterro, curvas de nível e modelagens tridimensionais do terreno.

Essa experiência me ensinou algo que considero importante até hoje: um projeto não começa simplesmente quando colocamos uma linha no papel. Antes disso, é preciso compreender o terreno, as condições existentes e tudo aquilo que pode interferir no resultado final.

Um engenheiro de muitas áreas

Depois dos primeiros anos trabalhando com topografia, fui ampliando minha atuação. Desenvolvi projetos residenciais, comerciais e industriais, trabalhei com estruturas, instalações, regularizações, terraplenagem e diferentes tipos de projetos necessários para viabilizar uma construção.

Também tive contato direto com o setor industrial. Trabalhei com estruturas metálicas e pré-moldadas e desenvolvi projetos de grandes galpões industriais e logísticos, alguns com milhares de metros quadrados.

Ao longo desse período, também atuei com empresas de diferentes segmentos, o que ampliou bastante minha visão sobre construção, produção e funcionamento dos espaços. Essa experiência acabou sendo especialmente importante alguns anos depois, quando passei a trabalhar com consultoria empresarial.

Em 2013, depois de alguns anos de atuação em Brusque, decidi mudar de cidade e de rotina profissional. Vim para Penha, onde vivo e trabalho desde 2014.

Uma experiência que ampliou minha visão

Em Penha, durante alguns anos, também trabalhei com consultoria empresarial por meio de projetos vinculados ao Sebrae.

Foi uma experiência diferente da engenharia tradicional e que considero muito importante na minha formação.

Meu trabalho envolvia visitar empresas, fazer levantamentos, medir os espaços, analisar máquinas e equipamentos e desenvolver novos estudos de layout. O objetivo era melhorar o fluxo de produção, organizar os ambientes e tornar os processos mais eficientes, desde a chegada da matéria-prima até a saída do produto.

Nesse período, tive contato com empresas de diferentes segmentos, como metal-mecânico, alimentos e bebidas, casa e construção, plástico e borracha e têxtil.

Também participei de atividades relacionadas a organização, treinamento 5S, planejamento e presença digital das empresas.

Essa vivência me aproximou ainda mais de uma ideia que levo comigo até hoje: engenharia não é apenas cálculo e desenho. É também compreender como as pessoas usam os espaços, como os processos funcionam e como as decisões tomadas no projeto interferem no resultado final.

Aprender sempre fez parte do trabalho

Desde o início da carreira, sempre tive interesse por novas tecnologias e ferramentas.

Ainda no último ano da faculdade, comecei a trabalhar com modelagem tridimensional no SketchUp, quando esse tipo de recurso ainda estava começando a se popularizar entre os profissionais. Pouco tempo depois, passei a utilizar o Revit e outras ferramentas de projeto e modelagem.

Mas, com o tempo, percebi que dominar um software é apenas uma parte do trabalho.

O mais importante é compreender o projeto.

Programas mudam, ferramentas evoluem e novas tecnologias aparecem. O conhecimento que permanece é aquele construído pela experiência, pelos projetos desenvolvidos, pelos problemas resolvidos e pela capacidade de continuar aprendendo.

Por isso, ao longo da carreira, também busquei formação complementar em áreas que tinham relação direta com minha atuação, incluindo engenharia de produção, avaliação de imóveis e, mais recentemente, patologia da construção.

Conheça alguns dos projetos que realizei!

Eduardo Boeing - Engenheiro Civil em Penha SC - Vendo Planta de Construção

Uma experiência construída em diferentes situações

Uma característica que sempre esteve presente na minha carreira é a variedade.

Já trabalhei com topografia, terraplenagem, projetos arquitetônicos, estruturais e complementares, regularização de imóveis, avaliação, perícias, acompanhamento de obras e projetos industriais.

Também tive contato com diferentes tipos de empresas, terrenos, construções e necessidades.

Não considero que isso signifique saber tudo. Pelo contrário.

A engenharia é uma área que exige conhecimento em muitas disciplinas, normas, legislações e situações diferentes. É impossível dominar absolutamente tudo. Por isso, considero fundamental ter humildade para reconhecer o que ainda precisa ser estudado e disposição para pesquisar, aprender e buscar soluções.

Talvez por isso eu me identifique com a ideia de ser um pouco um “clínico geral” da engenharia.

Não porque faça tudo sozinho ou porque tenha resposta para qualquer problema, mas porque minha trajetória me colocou diante de situações muito diferentes. E cada uma delas acrescentou alguma coisa à forma como enxergo um novo projeto.

A experiência, para mim, não está apenas em repetir milhares de vezes a mesma tarefa. Ela também está em enfrentar situações diferentes, resolver problemas novos e aprender com cada uma delas.

É isso que, ao longo dos anos, foi me tornando um profissional mais versátil e mais preparado para novos desafios.

Engenharia é planejamento

Construir envolve muitas variáveis.

Um bom projeto não elimina todos os problemas que podem aparecer durante uma obra, mas permite conhecer melhor aquilo que será feito, antecipar decisões e reduzir incertezas.

É por isso que vejo o projeto como uma ferramenta de planejamento, e não apenas como um conjunto de desenhos.

Quanto mais claras forem as informações antes da execução, menores tendem a ser as surpresas durante a obra.

E talvez essa seja uma das coisas que mais gosto na engenharia: transformar uma ideia em algo que possa ser compreendido, planejado e, finalmente, construído.

Eduardo Boeing - Engenheiro Civil em Penha SC

Hoje

Depois de quase duas décadas de profissão, continuo trabalhando em diferentes áreas da engenharia e buscando novas formas de aperfeiçoar meu trabalho.

A tecnologia mudou muito desde quando comecei. As ferramentas de projeto evoluíram, os processos ficaram mais digitais e a quantidade de informações que precisamos acompanhar aumentou bastante.

Mas algumas coisas continuam iguais: compreender o problema, estudar as possibilidades, tomar decisões técnicas e buscar uma solução que faça sentido para cada situação.

É assim que procuro trabalhar.

Sem a pretensão de saber tudo, mas com experiência suficiente para saber onde procurar, como analisar e como buscar uma solução.

A engenharia me proporcionou muito mais do que uma profissão. Ela me colocou diante de pessoas, empresas, obras, terrenos e problemas completamente diferentes ao longo desses anos.

E é justamente essa diversidade que continua me motivando a aprender.

Sou Eduardo Boeing, engenheiro civil, e essa é um pouco da história por trás do profissional.


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